domingo, 31 de agosto de 2008

A luz.

Nao reparem, teclado sem acento, eu odeio também...ainda não achei o ponto de interrogação, mas chego lá!


Eu fui desenterrar a Nina Simone nessa minha deprê, deprê constante. E eu to doida pra chegar em BV encontrar o Vitor e o Giovanni naquele mesmo boteco, naquela mesma tarde, naquele mesmo jazz, o tempo também poderia ser o mesmo, mas...

Porra Simone, sacaneou. Agora não te largo mais.

As boas notícias chegam. Essa semana eu marco minha passagem, pago minhas dívidas - atenção credores!

Encontrei um boteco nessa cidade, simples, calmo, com mpb, não muito cheio, do jeito que eu gosto, daquele jeito, beira de esquina, rua deserta - não muito. E fazia tanto tempo que não escutava Chico, "apesar de você, amanhã...", Caetano, "um amo assim delicado, você pega e despreza...".

Pois bem, aos poucos vou saindo, conhecendo. Já achei aquele lugarzinho do Yakisoba.

Ganhei, ganhei um peixe. Agora somos os dois. Ouvindo Nina. E mais um cd do Ney Matogrosso que eu já vinha desejando há tempos.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Clube dos estudantes-desempregados-falidos.

Antes de eu enlouquecer nessa cidade grande, embora não tanto assim, fui/vou procurar o que fazer.

O dinheiro do meu último trabalho acabou e as frustrações aos poucos vão aparecendo. Normal. Eu só preciso do mínimo que meu progenitor caridosamente, manda por semana, o mínimo que eu tenho que transformar em lazer, cultura, educação e higiene. Aí tu imagina. Não sobra nem pra uma caipirinha, poxa! Pelo menos eu tenho pai. E mãe.

Mas voltando ao início, antes de eu enlouquecer no sofá da cozinha, eu vou lá, atrás de um trabalho voluntário, vou, vou fazer a boa ação, boa ação pelo meu bem psicológico isso sim.
Não tenho reclamações. Jamais. Só preciso interagir com alguém, alguma coisa que sei ou não sei. E voltar a dormir bem, uma noite inteira de sono, por favor.

Há um ano e meio aproximadamente.

Tem coisas que são bregas, ridículas e que eu detesto. Um exemplo disso foi o que me ocorreu há um ano e meio, acho.

Uma mensagem chega no celular, duas, três, "benzinho, vc é bonita, ... etc, etc...". Eu me emputeço com essas coisas cara. O número é desconhecido e sem crédito não fui atrás de saber quem era. A semana passa e as mensagens que chegam são deletadas e mais mensagens e mais mensagens. Mas que porra meu fillho liga logo e diz quem tu és desgraçado frouxo. Isso se diz homem frouxo, vou te contar, nego que não tem coragem de ligar e dizer quem é, conversar direito é frouxo, frouxo!

Coloquei crédito, liguei para o número:
- Quem tá falando?
- É o admirador secreto.

Pára tudo! Não to dizendo? Admirador Secreto? Só o que me faltava.
Às vezes eu admiro mais o bêbados dando aquelas cantadas diretas do que uma brincadeira de ensino fundamental.

- Escuta, esse negócio de admirador secreto não é comigo, você tem nome e sobrenome, diz logo os dois.
- Hehehehe (risadinha cínica)
- Então tá, pára de enviar mensagem pro meu celular por favor.

Desliguei.

Olha, isso não é coisa que se faz. Isso é pertubar a paciência de outro. Kimané admirador secreto o quê? Sai daí. Vai lá, liga pra mulher e diz: "ô minha filha quer sair comigo amanhã?". Simples, aí ela diz sim ou não.

S-I-M-P-L-E-S.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Fase.

As olheiras duplicaram.
Não é cansaço total. É fase. Depois passa. Elas são os indicadores principais que eu não consigo esconder. Já desistir da maquiagem.

O “ar” acadêmico chegou. As olheiras chegaram. O tempo é cronometrado. A fome não passa, logo eu que fui inventar de acostumar a comer de três em três horas. A bolsa é cheia de bolachinhas. E eu ainda querendo arranjar emprego, a louca!

Calma, depois passa. O que me aperreia é sentar no estofado da cozinha e olha pro corredor da sala. A imensidão da casa em que estou dá uma tristeza. E onde só mora quatro pessoas (contando comigo), que por sinal, uma delas está viajando. “Vamos telefone, toque, pelo amor de deus, toque telefone.” E assim vai, às vezes aparece uma viva alma, um parente, um agregado familiar. Alivia a tensão, alivia a solidão. ” Vamos casa, fique cheia, cheia de gente”. Mas não. O portão fecha às 21h e o canal do Discovery Health deveria ser interativo para com a minha pessoa. Às vezes se torna quando eu corro para anotar as dicas de beleza que aparecem na vinheta, que eu nunca, nunca ponho em prática, fora isso é só eu assistindo uma televisão ou estando sentada no estofado da cozinha lendo livro, ou ainda escrevendo.

Preciso de um guarda-roupa, uma cama escorada na parede e mais travesseiros, meus travesseiros, poderia até ser um quarto.

Iaí eu acordo de manhã e elas não desaparecem, as benditas das olheiras.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Quinta-feira, rodoviária

Marquei passagem de volta. O Cachinho* me espera, é o aniversário dele e quem vai fazer o brigadeiro é a pessoa que vos escreve. Pena que no domingo já retorno.

A Layse publicou a minha 'quase' despedida no blog dela, deve tá um tanto burlesco, ainda não assisti.




*pseudônimo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Branco

Branco, tudo branco.
Saí da sala, eu, de preto, calça preta, blusa preta, sandália preta, cabelo preto, tudo preto.

Ih, esqueci, desculpe, a faculdade é só de ciências da saúde, errei. Não porra, não errei coisa nenhuma!

Saí da sala... e no vão do pátio, tudo branco, branco, reluzente.
Eu tenho uma, apenas uma blusa branca decente para sair de casa, e ainda tem detalhe preto nela. Então chega, quando sobrar uns trocados, vou lá, comprarei várias camisas brancas, tudo branco. Calça jeans branca. Mas presta bem atenção e não enche minha paciência: QUANDO SOBRAR UNS TROCADOS, sim? Ou eu pago meu ônibus, ou eu compro roupas brancas.

Pois bem.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Tem alguma coisa errada

Quem tem um certo conhecimento, sabe diferenciar um sociólogo de um filósofo. Não acreditava nesta teoria, aliás nunca pensei que poderia chegar a esse momento, chegar a hoje. E olha, eu sou besta, besta de ficar lesa com certas certezas, com domínios aparentes.

Pois vou dizer.
Agora.

Iai que o indivíduo entra, entra na sala com aquele ar cativante, segundo o qual lembra muito meu avô, que inclusive é um ex-filosófico (que Deus o tenha), e puxa conversa, expõe a tal disciplina: Sociologia.

Eu penso: puts, nem aqui eu escapei desta bendita, mas vamos lá.

E mais conversa, e mais assuntos, tem algo errado com esse cara. Tem...ele é...ele é...
Mas que porra.

A aula acaba.
- Professor, desculpe perguntar, mas qual a sua formação?
- Filosofia.

Pimba, sabia!

- Por que?
E lá vou eu, explicar a ele que 1+1 não é igual a dois.
- Ótimo. Assim poderemos trocar figurinhas.

Que o leitor de mente fértil como eu, não pense bobagens a essa explicação. Acontece que a linguagem do sociólogo é diferente é notável comparada a de um filósofo. O filósofo carrega um amplo conhecimento de história, um jogo de pensamento, abordagens de situações, minha gente, isso é expressamente notável, e principalmente o amor que o indivíduo demonstra a lecionar. E veja bem, eu não simpatizo com a sociologia e conseqüente com o sociólogo, experiências anteriores provaram isso.

Esse semestre não será tão matante, talvez pelo jogo de cintura do filósofo.

Ai, que saudade deu das minhas revistas de filosofia que estão a 700km de distância de minha pessoa. Que saudade.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sobre as fotos...

Pois sim, eu preciso atualizar o fotolog, mas onde eu moro é perigoso de noite e ainda não descarreguei a câmera.

A saída e a chegada.

Cheguei...
Agora com a idéias a mil para escrever.
Agora um pouco puta, puta com as pessoas que não atendem a merda do celular! Pra que diabo tens celular? Mas deixa isso pra lá.

Saí de Bv daquele jeito; minha mãe não foi, meu namorado não foi, mas o Cidão estava lá, firme e forte, acho que com o coração apertado, mais a Cris e o Paulo que quase não conseguiu me pegar na rodoviária.
Cheguei com o pé inchado, parecendo uma grávida. Fui à aula, peguei o ônibus errado, voltei precisando de uma massagem nos pés. Vou ter que trocar a sandália por tênis. E dá-lhe sol, esqueci a porra do protetor solar e dá-lhe sol.

O fim de semana vai ser ruimm.

No entanto as coisas estão ficando boas: o atlas de anatomia vai bombar esse semestre e se eu não der conta eu vou rodar.

O meu cartão de crédito foi confiscado pelo meu progenitor. Quem mandou ficar desempregada? Agora ele vai aproveitar, compra pela internet não precisa de RG mesmo.

E eu estou aqui, um pouco desolada. Os e-mails e os recados não ajudam muito e quando eu chego aqui, leio, engulo tudo o que ia dizer. E assim vai, depois melhora e acalma.

Assim vai...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Bufunfas e o pânico.

O pessoal do meu trabalho tá fazendo uma bufunfa na sala ao lado de dar medo. Parece que vai encher de gente e o negócio tá muito chic. E hoje é meu último dia de trampo.

Hoje eu já estou desempregada. Ai, ai, ai...

Duas...

...coisas inadmissíveis:

- filme dublado, exceto Simpsons.

- mulher barraqueira.

Caderno de 2005


A varredura de mundança de Estado me fez encontrar essas preciosidades.