sexta-feira, 8 de maio de 2009

Câncer x Aids

O que seria pior?

Abrir um exame e ler que você é soro positivo ou abrir o exame da biópsia e ler carcinoma?


Eu fico observando que tem pessoas que dizem: “Ah, tem remédio pra HIV, agora as pessoas conseguem viver mais de 10 anos...”. Algumas, e assim esquecem da coitada da camisinha.

A “normalidade” de vida pra quem tem HIV já é bem aparente.


O problema é o cidadão que depende do sistema público e descobre que tem câncer. É triste! Triste! Nem queiram perceber tal sofrimento. Esses dias apareceu lá em casa uma pessoa amiga da família, daquele jeito, magra, barriga inchada, debilitada.

  • E a segunda quimioterapia?

  • Final do mês.

Eu penso: acho que deu metástase. Idade? 33 anos, acredita? Não.


Uma de minhas amigas da facul ficou viúva no semestre passado. Em outubro o marido descobriu câncer no estômago e no dia 23 de dezembro ele se foi, olha a irônia.


Parece mais brincadeira de esconde-esconde. Parece até que não adianta, não tem jeito, mesmo que a pessoa tenha uma alimentação saudável, não bebe, não fuma, não tem uma atividade de risco, elas sempre estarão propícias. E número de pessoas só vai aumentando.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Abril sempre vai ser o mês.

Há cinco anos, em abril, ele(1) me ensinava a conjugar o verbo competir na varanda da casa dele enquanto ele se embalava na cadeira de embalo.

Há três anos ele(1) se foi neste mesmo mês. No dia 28.

Deixou dois filhos criados, três netos e uma esposa.


Abril no ano passado, eu já estava com ele(2) e escrevi isso no dia 29.

Em abril eu decidi mudar de cidade.


Neste abril estive mais feliz por meras superações.

Neste abril eu releio “Cansei de Você”.

Neste abril eu sinto mais falta da minha família.

Neste abril voltei a tocar com a promessa de ter Chico no repertório.


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Eu me apaixonei por essa foto



Não por te saudade dos meus cabelos compridos, mas por sentir mesmo saudade dessas caminhadas sem rumo, num dia qualquer da semana. Eu me impressiono como nós éramos tão... despreocupados com tempo, a gente só queria ser feliz e ficar junto. Só.
Foto: Layse e eu.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Páscoa

Frase da semana: “Meu amor, fraquejei...perdoa, perdoa, sou humana.”

Feliz páscoa cristãos. (atrasado)
Estive doente da garganta, fiz uma viagem de 16h que parecia nunca acabar, o que piorou ainda mais minha situação. Semana de prova e eu vivo dos remédios pra dor cabeça.

Revirou! Trouxe meu violão, parece que agora as coisas vão melhorar, a pessoa aqui estará um pouco longe de rocks daqui em adiante. A cultura brasileira de mil novecentos e bundas tem me proporcionado melhorias no meu interior. É fase, é sempre assim.

Mudanças ocorrem, e como eu disse para o Vitor enquanto ele estava por aqui, é bom encontrar pessoas com outros valores, diferenças das quais vocês não poderia imaginar, aquelas estão aqui para viver e não só para reclamar da vida alheia (como eu). É bom saber também que existe pessoas crescendo ao seu redor e junto com você.

Enquanto isso a pessoa aqui vai se adequando ao ambiente. A flexibilidade nunca foi um grande problema.

Pois bem

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Desculpe a ausência, estive doente.

sábado, 4 de abril de 2009

Saudade


Eu nem te conto que um dia desses, numa sexta-feira nesta enorme cidade, sentir uma irremediável saudade de tua pessoa. Tu nem imagina a imensidão da falta que tu proporciona nessa pessoa de 1m e poucos centímetros, cabelos escuros, curtos (até quando!) e que não fala muito. E tenha certeza de que não foi só dessa vez que eu me dei conta disso durante esses anos que a gente se conhece. Que vontade que eu tenho de te ver, de conversar contigo, argumentar decisões e discutir relacionamentos, falar dos outros, de nós, de nossa vida...

segunda-feira, 9 de março de 2009

As pessoas são insubstituíveis e todas elas têm suas prioridades, partindo deste princípio minhas aflições não são poucas.


Cá, com nossas escolhas. As escolhas que nós fazemos todos os dias ao acordar. Eu sei onde, e com quem quero estar. Porque não pode ser igual ou copiado. Perfume, gesto, modos, não pode ser criado de uma hora para outra e entregue como encomenda. Só começando tudo de novo, e de novo eu preciso é de meias novas porque elas estão incompatíveis com o meu pé. Compreende, só quando for incompatível.

Enquanto for conveniente à minha pessoa, grosseiramente falando, estamos cá com nossas escolhas – a minha de lamentar uma quarta-feira em que eu tenha que ir ao cinema sozinha.

quarta-feira, 4 de março de 2009

(...)

Vai chegar um dia que eu ainda vou me livrar desse dias como hoje.
Vai chegar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ah inferno pra dá cão!

...diria Nelson, numa daquelas rodadas de cerveja na casa...

Às vezes a insegurança vem bater de frente contigo, e o dia que já não está muito bom, piora. Faculdade, tempos, matérias, brigas na reprografia...cansaço. Por aí tudo bem.
Busão, toró de encher camburão e pra aliviar uma conversa tranquila durante o percurso de casa.

Como se ão bastasse...
Chutar o pau da barraca! Acreditar em algo que não está exatamente sólido cansa. Chutar o pau da barraca!

E o telefone toca, ah inferno pra dá cão, quarta-feira, com que dinheiro?
Eu vou rezar pro meu santo que na hora que eu mais preciso, compreende minhas necessidades e minhas aflições.

Tenho que dormir urgentemente!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Coincidência ou não.

Amanheci o dia enviando um e-mail para o Fanderson (um dos meus amigos guitarristas). E num dos parágrafos eu reclamei da música, disse que tinha largado de vez, que ela era egoísta, etc, etc, etc. Aquele mesmo drama.


No mesmo dia, o Zeca (um dos guitarristas de minha família) retornou para nossa casa, veio passar uma temporada, que eu sei que quando voltar as férias ele irá ficar um mês sem aparecer, o que é natural.


Mas aí, com ele veio toda uma aflição. Minha aflição. Porque enquanto ele ficou tocando das três da tarde até as nove da noite, eu fiquei me perguntando o que me deixou tão desestimulada, tão distante, por que fiquei tão desanimada com algo que adorava fazer?


Mas o que realmente aconteceu Iaci?


Não sei. Não foi por falta de convites “vamos montar uma banda?”, perdi a conta. Até tem gente hoje que implora, pede, mas...cadê os ânimos?


E eu falei pro Zeca que eu precisava de uma vida cultural na minha vida. Coisa simples. Instrumento não falta. Até pedaleira eu ganhei.

A última vez que toquei uma música, acho que foi pra não perder o namorado ou pra convencê-lo; dia desses.


Ah não, não fica achando que eu tocava os caralhos porque também não era dessa maneira.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Você não entende nada

Quando eu chego em casa nada me consola
Você está sempre aflita
Com lágrimas nos olhos de cortar cebola
Você é tão bonita
Você traz a coca-cola, eu tomo
Você bota a mesa, eu como
Eu como, eu como, eu como, eu como
Você
Não tá entendendo quase nada do que eu digo
Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo

Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não agüento
Você está tão curtida
Eu quero tocar fogo neste apartamento
Você não acredita
Traz meu café com Suita, eu tomo
Bota a sobremesa, eu como
Eu como, eu como, eu como, eu como
Você

Tem que saber que eu quero é correr mundo, correr perigo
Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo


Pessoas que fazem diferença. (parte I)

Vou sentir saudade da Fê no final de semana que vem quando chegar sábado. É bom ter pessoas para sentar, ouvir uma boa música e conversar sobre as mil coisas do universo. Considerando o fato de que aqui eu só saio com homens e no meio da noite acabo ficando de lado, esses dois últimos dias foram bem diferentes.