sábado, 4 de abril de 2009

Saudade


Eu nem te conto que um dia desses, numa sexta-feira nesta enorme cidade, sentir uma irremediável saudade de tua pessoa. Tu nem imagina a imensidão da falta que tu proporciona nessa pessoa de 1m e poucos centímetros, cabelos escuros, curtos (até quando!) e que não fala muito. E tenha certeza de que não foi só dessa vez que eu me dei conta disso durante esses anos que a gente se conhece. Que vontade que eu tenho de te ver, de conversar contigo, argumentar decisões e discutir relacionamentos, falar dos outros, de nós, de nossa vida...

segunda-feira, 9 de março de 2009

As pessoas são insubstituíveis e todas elas têm suas prioridades, partindo deste princípio minhas aflições não são poucas.


Cá, com nossas escolhas. As escolhas que nós fazemos todos os dias ao acordar. Eu sei onde, e com quem quero estar. Porque não pode ser igual ou copiado. Perfume, gesto, modos, não pode ser criado de uma hora para outra e entregue como encomenda. Só começando tudo de novo, e de novo eu preciso é de meias novas porque elas estão incompatíveis com o meu pé. Compreende, só quando for incompatível.

Enquanto for conveniente à minha pessoa, grosseiramente falando, estamos cá com nossas escolhas – a minha de lamentar uma quarta-feira em que eu tenha que ir ao cinema sozinha.

quarta-feira, 4 de março de 2009

(...)

Vai chegar um dia que eu ainda vou me livrar desse dias como hoje.
Vai chegar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ah inferno pra dá cão!

...diria Nelson, numa daquelas rodadas de cerveja na casa...

Às vezes a insegurança vem bater de frente contigo, e o dia que já não está muito bom, piora. Faculdade, tempos, matérias, brigas na reprografia...cansaço. Por aí tudo bem.
Busão, toró de encher camburão e pra aliviar uma conversa tranquila durante o percurso de casa.

Como se ão bastasse...
Chutar o pau da barraca! Acreditar em algo que não está exatamente sólido cansa. Chutar o pau da barraca!

E o telefone toca, ah inferno pra dá cão, quarta-feira, com que dinheiro?
Eu vou rezar pro meu santo que na hora que eu mais preciso, compreende minhas necessidades e minhas aflições.

Tenho que dormir urgentemente!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Coincidência ou não.

Amanheci o dia enviando um e-mail para o Fanderson (um dos meus amigos guitarristas). E num dos parágrafos eu reclamei da música, disse que tinha largado de vez, que ela era egoísta, etc, etc, etc. Aquele mesmo drama.


No mesmo dia, o Zeca (um dos guitarristas de minha família) retornou para nossa casa, veio passar uma temporada, que eu sei que quando voltar as férias ele irá ficar um mês sem aparecer, o que é natural.


Mas aí, com ele veio toda uma aflição. Minha aflição. Porque enquanto ele ficou tocando das três da tarde até as nove da noite, eu fiquei me perguntando o que me deixou tão desestimulada, tão distante, por que fiquei tão desanimada com algo que adorava fazer?


Mas o que realmente aconteceu Iaci?


Não sei. Não foi por falta de convites “vamos montar uma banda?”, perdi a conta. Até tem gente hoje que implora, pede, mas...cadê os ânimos?


E eu falei pro Zeca que eu precisava de uma vida cultural na minha vida. Coisa simples. Instrumento não falta. Até pedaleira eu ganhei.

A última vez que toquei uma música, acho que foi pra não perder o namorado ou pra convencê-lo; dia desses.


Ah não, não fica achando que eu tocava os caralhos porque também não era dessa maneira.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Você não entende nada

Quando eu chego em casa nada me consola
Você está sempre aflita
Com lágrimas nos olhos de cortar cebola
Você é tão bonita
Você traz a coca-cola, eu tomo
Você bota a mesa, eu como
Eu como, eu como, eu como, eu como
Você
Não tá entendendo quase nada do que eu digo
Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo

Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não agüento
Você está tão curtida
Eu quero tocar fogo neste apartamento
Você não acredita
Traz meu café com Suita, eu tomo
Bota a sobremesa, eu como
Eu como, eu como, eu como, eu como
Você

Tem que saber que eu quero é correr mundo, correr perigo
Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo


Pessoas que fazem diferença. (parte I)

Vou sentir saudade da Fê no final de semana que vem quando chegar sábado. É bom ter pessoas para sentar, ouvir uma boa música e conversar sobre as mil coisas do universo. Considerando o fato de que aqui eu só saio com homens e no meio da noite acabo ficando de lado, esses dois últimos dias foram bem diferentes.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Adiós...

Ela deu aquela aula de meia hora e quando eu vi já tinha dado uns três capítulos do livro.
Depois eu saí da biblioteca com aqueles "livrinhos" bem finos para certificar que no fim de semana iria estudar. Cheguei em casa destruída, não completamente porque não tinha álcool no meio, graças!
Sentei na mesa e lembrei que já não tinha mais costelinhas para acomodar meu sono, muito menos o nescau da dona Irismar pela manhã. Foi um mês inteiro só disso.
Acabou as férias.
Na primeira semana de aula isso foi totalmente visível.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Novas...

Escrever.

Por que é tão mais fácil escrever do que ficar falando, falando, falando... e repetindo tudo e mais um pouco. Esperar talvez, aquele (qualquer) olhar reprovador ou perceber que alguém está a sua espera esperando que você diga alguma uma coisa para logo ser julgada?


Perfeição.

Existe e dura pouco? Minutos, segundos...?

Seria a semelhança da felicidade? Exemplo: momentos felizes e momentos infelizes?


Amizade.

Esses dias eu vi o “tamanho” do amor que “nós” depositamos na pessoas. A tal mistura de confiança, afeto, desejo, etc, etc e os caralhos a quatro. Amor barato, amizade barata, joga fora. Diria Vitor Bruno há uns dois anos meio bêbado no meio da rua: amigo é amigo, filha da puta é filha da puta! Também assino.

Aquelas grandes amizades que viram relacionamentos, aqueles grandes amigos que você acaba perdendo no final. Uma amizade não vale o tanto de um relacionamento. Se estivesse pensado antes teria mudado meus passos e evitado pertubações alheias.


Fofocas.

Chega de fofocas, fale de você. Diga que você não presta, que você não vale o pão que o diabo amassou, mas fale só de você. Fale besteira, mas fale só de você. Ou tão diga o tamanho da felicidade que é estar ao lado de alguém que você gosta.


Verdades.

Toda verdade é visível aos olhos. E a mentira surge sem precisar procurar.

Livro.

Acho que agora ele sai. Cheia de idéias.


Chegou.

Depois de anos as novas cores de um novo ano surgiram.




segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Doce Janeiro

As coisas não fluíram como eu imaginava.
Pendências de 2008 apareceram para o meu primeiro desânimo.
Mas doce janeiro está nas paradas e ainda não terminou.

Peguei uma gripe, uma infecção de ouvido e ando um pouco surda e estou sem dinheiro.
Deu até vontade de rir agora!

POis bem... o cel está ligado e eu ainda quero ir ao tepequém nem que seja para ir a pé!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Perdas e Ganhos

Já não é a primeira vez que uso o título de um dos livros da Lya Luft.

Todo início de ano eu pego emprestado.

Perdas, vejamos...

Quando eu tinha 15 anos eu li: “amor fati: ame o que não pode ser mudado”. Uma pena, não segui Nietzsche e desisti de um relacionamento de três anos.

O primeiro curso superior, Química, deixei pra trás Gay-Lussac depois de três meses de tormento na UFRR.

Minha casa, a maior perda. (silêncio)

Cefet, e o cotidiano de uma amizade.

Excogitações semanais com Giovanni, Alan, Vitor, Fanderson...

Ah, perdi o emprego!

Perdi a sonoridade, desafinei e encostei a guitarra de lado. Quase um ano.

Ganhos...

Eu acredito que eu só entrei num curso técnico do CEFET-RR para conhecê-lo melhor. Destino, acontece. “O pão com manteiga” não o convenceu muito, mas...me apaixonei e ganhei uma nova família. Crébs!

Quando saí do cefet, ganhei uma amigona! Suelen.

Companheiros diários: um senhor bem lúcido, cheio de histórias, com 88 anos e uma senhora mãezona de 78 anos.

Biomedicina, novo rumo, nova paixão.

Manausxxx, novo ar com ar de solidão.

A solidão de Alceu Valença transbordou nos últimos seis meses.

Ah mas eu ganhei,

Bruna,

Lari,

Fê,

Régis,

Anny,

Nelson.

Tudo de bom vcs!

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Apesar de vários momentos deprês esse ano, sempre tive a certeza de que era necessário.

O ser humano com suas escolhas, as belas e ordinárias escolhas.


Feliz ano novo pessoas!

Hoje mesmo, entro no carro e volto pra BV, férias!