era uma luz, um clarão,
um insight num blecaute.
éramos nós sem ação,
como quem vai a nocaute.
era uma revelação
e era também um segredo;
era sem explicação,
sem palavras e sem medo
era uma contemplação
como com lente que aumenta;
era o espaço em expansão
e o tempo em câmara lenta.
era tudo em comunhão
com o um e tudo à solta;
era uma outra visão
das coisas à nossa volta
e as coisas eram as coisas:
a folha, a flor e o grão,
o sol no azul e depois as
estrelas no preto vão.
e as coisas eram as coisas
com intensificação,
que as coisas eram as coisas
porém em ampliação
era como se as víssemos
entrando nelas então,
com sentidos agudíssimos
desvelando seu desvão,
indo por entre, por dentro,
aprendendo a apreensão
de tudo bem dês do centro,
do fundo, do coração.
era qual uma lição
del viejo brujo don juan;
uma complexa questão
sem nexo qual um koan;
um signo sem tradução
no plano léxico-semântico;
enigma, contradição
no nível de um campo quântico
era qual uma visão
de um milagre microscópico,
do infinito num botão,
e em ritmo caleidoscópico,
ciclos de aniquilação
e criação sucessiva,
átomos em mutação,
cósmica dança de shiva.
e as coisas ao nosso ver
davam no fundo a impressão
de ser de ser e não-ser
a sua composição;
como a onda tão etérea
e a partícula não tão
num ponto tal da matéria
tanto 'tão quanto não 'tão.
até que ponto resistem
a lógica e a razão,
já que nas coisas existem
coisas que existem e não?
o que dizer do indizível,
se é preciso precisão,
pra quem crê no que é incrível
não devanear em vão?
era uma vez num verão,
num dia claro de luz,
há muito tempo, um tempão,
ao som das ondas azuis.
e as coisas aquela vez
eram qual foram e são,
só que tínhamos os pés
um tanto fora do chão.
(Chico César)
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
...
Há coisas que não se diz. Só se pensa.
E quando não se diz se engole, a seco.
Então não há troféu para quem vence sofrimentos, ou quem sabe troféu só para aqueles que não sofrem. Porque sofrer é: algo que não deu certo, ou algo que falta, e se não deu certo de quem será a culpa a não ser de vc mesmo?
E quando não se diz se engole, a seco.
Então não há troféu para quem vence sofrimentos, ou quem sabe troféu só para aqueles que não sofrem. Porque sofrer é: algo que não deu certo, ou algo que falta, e se não deu certo de quem será a culpa a não ser de vc mesmo?
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Carnaval, carnaval...
Desde que o quarto dele, virou quarto com cheiro de neném a gente se concentra mais em BV(RR). De vez em quando ele tocava campainha: “quem tai?”, saiu, foi pro quintal, nós o enfeitamos e ele tirou várias fotos. E o nosso carnaval não teve avenida, mas teve escola de samba, machadinha das antigas, teve serpentina, máscara de enfeite, confetes, fotos, até maquiagem e animações. Na verdade todo mundo ali só queria um pezinho pra arranjar bagunça. Na verdade a gente só quer ser feliz, se divertir e relembrar os velhos tempos.
E a gente cantou junto enquanto jogava carteado e tomava umas ou outras, até porque final de semana sem uma toalha e mesa de baralho não é final de semana.
Lá é meu refúgio, ou melhor, eles são meu refúgio. Tudo que me faz acreditar que vale a pena viver.
E a gente cantou junto enquanto jogava carteado e tomava umas ou outras, até porque final de semana sem uma toalha e mesa de baralho não é final de semana.
Lá é meu refúgio, ou melhor, eles são meu refúgio. Tudo que me faz acreditar que vale a pena viver.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Feliz...
Se não for feliz então qual é a outra alternativa???
Triste?
Jamé!
Teve um tempo que tudo era tristeza, desânimo, desilusão, rancor... e o tempo foi passando. Fui cansando das minhas próprias barreiras, fui cansando... embora tudo que foi vivido (de bom) não perdeu sua graça. Se lembrar é recordar, recordo sem nenhum problema. Mas chega, chega de rótulos, chega “achar” problema em tudo, chega de pessimismos!
Triste?
Jamé!
Teve um tempo que tudo era tristeza, desânimo, desilusão, rancor... e o tempo foi passando. Fui cansando das minhas próprias barreiras, fui cansando... embora tudo que foi vivido (de bom) não perdeu sua graça. Se lembrar é recordar, recordo sem nenhum problema. Mas chega, chega de rótulos, chega “achar” problema em tudo, chega de pessimismos!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Janeiro
Acabou as férias. Voltaram os projetos de pesquisa, os artigos, o planejamento de monitoria (renovei na última hora)... Muito tempo para escrever, mas sem a mínima vontade.
Joguei todos os papéis velhos, alguns de anos, separei as roupas velhas e fiz, claro, novas dívidas para repor o guardar-roupa, que por sinal, não tenho. =P
Pintei as unhas de vermelho.
Joguei todos os papéis velhos, alguns de anos, separei as roupas velhas e fiz, claro, novas dívidas para repor o guardar-roupa, que por sinal, não tenho. =P
Pintei as unhas de vermelho.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Ano Novo.... um pouco deslocado.
Feliz ano novo pessoas.
Porque o velho foi bom o suficiente, e o novo só tem que melhorar daqui pra frente.
Depois das festas, viagens, passeios, parece que tudo parou. As pessoas voltaram para os seus afazeres e fiquei sem acompanhar porque ainda não voltei pra minha rotina. Consequência disso: dois dias saindo e me sentindo deslocada como alguém que não reconhece mais o ambiente, acordei pensando que poderia estar em casa (na casa que me abriga durante minha rotina) e quando me dei conta senti o alívio de estar na cama da minha mãe. Dez horas de sono, tranquilidade, dias alheios e de repente eu senti saudade da minha rotina cansada, dos engarrafamentos, da solidão, e da minha felicidade ao entrar lá e vê as meninas e conversar com elas, sorrir com elas, voltar pra casa e sentir a sensação de estar só, fato que todo dia me acostumo.
Deu saudade.
Porque o velho foi bom o suficiente, e o novo só tem que melhorar daqui pra frente.
Depois das festas, viagens, passeios, parece que tudo parou. As pessoas voltaram para os seus afazeres e fiquei sem acompanhar porque ainda não voltei pra minha rotina. Consequência disso: dois dias saindo e me sentindo deslocada como alguém que não reconhece mais o ambiente, acordei pensando que poderia estar em casa (na casa que me abriga durante minha rotina) e quando me dei conta senti o alívio de estar na cama da minha mãe. Dez horas de sono, tranquilidade, dias alheios e de repente eu senti saudade da minha rotina cansada, dos engarrafamentos, da solidão, e da minha felicidade ao entrar lá e vê as meninas e conversar com elas, sorrir com elas, voltar pra casa e sentir a sensação de estar só, fato que todo dia me acostumo.
Deu saudade.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Conversa de celular...
Eu: amorzinho?
Ele: oi.
EU: vamo pegar um avião pra Austrália, morar na praia e viver de vender água de coco?
Ele: já ta arregando?? Ahhhh.....
Eu: naãããããoooooo......
Ele: então bora...mas tem que ser agora.
Eu: então vai lá, compra as passagens.
Ele: Ahahahahaha....
Eu: rsrsrsrsr, é, então é melhor a gente adiar....rsrsrsr
Ele: oi.
EU: vamo pegar um avião pra Austrália, morar na praia e viver de vender água de coco?
Ele: já ta arregando?? Ahhhh.....
Eu: naãããããoooooo......
Ele: então bora...mas tem que ser agora.
Eu: então vai lá, compra as passagens.
Ele: Ahahahahaha....
Eu: rsrsrsrsr, é, então é melhor a gente adiar....rsrsrsr
Acasos
No meio da rua, ao acaso encontro duas pessoas que estudei no ensino médio.
Totalmente ao acaso parte I
Na rua andando eu levantei o olhar, ando olhando pra baixo porque tenho medo de cair, e quando vi ele me pareceu ser bem familiar. E fiquei olhando, até que ele resolveu sorrir.
Eu: Não acredito!
Ele: Eu pensei que tu não ia reconhecer...
(...)
Ele: to aqui faz uns seis meses, vim cursar arquitetura.
Eu: to fazendo um ano e meio aqui estudando também. Coisa estranha, poderia te encontrar em qualquer lugar menos no meio da rua como agora. Rsrsrrs
Ele: Então Iaci...
Quem disse que eu lembrava o nome dele???
Ele: vou te dar uma dica porque eu sei que tu não vai lembrar mesmo...
(...) E depois cada um foi pro seu rumo.
Totalmente ao acaso parte II
Do mesmo jeito olhando pra baixo, saindo do shopping, indo na direção de uma farmácia.
Ele 2: Ei! Tudo bem???
Eu: Iaiii??? Puts, acabei de encontrar uma outra pessoa de bv mais cedo e agora tu me aparece também?
Ele 2: Já te vi várias vezes pelo shopping, trabalho lá.
Eu: rsrsr pois é, sempre estou por lá pagando contas. Tua voz ta bem mais grossa.
Comentário ridículo, eu sei, nada ver, dãhh! ¬¬
Ele 2: é claro né...
Ele respondeu como quem diz: é obvio!
(...)
Totalmente ao acaso parte I
Na rua andando eu levantei o olhar, ando olhando pra baixo porque tenho medo de cair, e quando vi ele me pareceu ser bem familiar. E fiquei olhando, até que ele resolveu sorrir.
Eu: Não acredito!
Ele: Eu pensei que tu não ia reconhecer...
(...)
Ele: to aqui faz uns seis meses, vim cursar arquitetura.
Eu: to fazendo um ano e meio aqui estudando também. Coisa estranha, poderia te encontrar em qualquer lugar menos no meio da rua como agora. Rsrsrrs
Ele: Então Iaci...
Quem disse que eu lembrava o nome dele???
Ele: vou te dar uma dica porque eu sei que tu não vai lembrar mesmo...
(...) E depois cada um foi pro seu rumo.
Totalmente ao acaso parte II
Do mesmo jeito olhando pra baixo, saindo do shopping, indo na direção de uma farmácia.
Ele 2: Ei! Tudo bem???
Eu: Iaiii??? Puts, acabei de encontrar uma outra pessoa de bv mais cedo e agora tu me aparece também?
Ele 2: Já te vi várias vezes pelo shopping, trabalho lá.
Eu: rsrsr pois é, sempre estou por lá pagando contas. Tua voz ta bem mais grossa.
Comentário ridículo, eu sei, nada ver, dãhh! ¬¬
Ele 2: é claro né...
Ele respondeu como quem diz: é obvio!
(...)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Sobre a adoção de Carlos Eduardo
Fui convidada para participar de um projeto social da faculdade que é feito numa creche do município. Recusei o convite por falta de tempo. E mesmo pra não ficar de fora perguntaram se eu não queria adotar alguém nesse natal. Esse alguém seria uma das crianças carentes da creche e eu teria que comprar um presente ou qualquer outra coisa que ela precisasse.
No corredor da facul colaram uma árvore de natal na parede cheia de enfeites, e em cada enfeite tinha escrito o nome de um bebê e a idade pra quem quisesse pegar.
E eu adotei Carlos Eduardo de três anos. Fiquei de ir na festinha e não o conheci, infelizmente. Mas meu presente estava lá, como combinado, na hora certa.
:)
No corredor da facul colaram uma árvore de natal na parede cheia de enfeites, e em cada enfeite tinha escrito o nome de um bebê e a idade pra quem quisesse pegar.
E eu adotei Carlos Eduardo de três anos. Fiquei de ir na festinha e não o conheci, infelizmente. Mas meu presente estava lá, como combinado, na hora certa.
:)
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